É cada vez mais comum a separação de casais no Brasil. A sociedade evolui muito rapidamente e as mudanças ocorrem muitas vezes sem que possamos ter tempo para analisar direito o que está acontecendo. Com certeza é um avanço a possibilidade de admitirmos o fim de um sonho, como o casamento, sem medo de ir para o inferno ou de cometer um pecado.
Apesar da aceitação da separação de casais ser uma avanço social ela ainda trás consigo uma série de consequênciais que ainda não aprendemos direito a lidar. Para a criança que vê os pais se separarem restam muitas incertezas e inseguranças. Não quero dizer que não existe possibilidade de uma criança conseguir lidar bem com essa situação. Muito pelo contrário, acho que muitas vezes o término de uma situação difícil pode representar um recomeço na qualidade da relação existente entre o filho e seus pais.
Mas para que essa mudança realmente represente um ganho de qualidade de vida para a criança, cabe aos adultos alguns cuidados que as vezes são esquecidos por eles. A separação abala não só a criança. pois os pais estão muitas vezes admitindo para eles mesmos que não foram capazes de realizarem seus sonhos. O sentimento de incapacidade que aflora em uma situação dessas, nos leva muitas vezes a cometer ações impensadas e impulsivas. Claro que existem situações onde nem tudo é tão simples, onde acontecem coisas que podem realmente magoar profundamente as pessoas. Mas independente de quão difícil seja a situação não podemos nos esquecer da importância que tem para nossos filhos a sinceridade e ponderação de nossas atitudes .
Existem situações que devem ser evitadas para que as crianças sofram menos. Deve haver uma preparação sem pressa, da criança, para as mudanças que estão por chegar. Aos poucos os pais devem ir preparando seus filhos para a ausência de um dos pais. Mudanças bruscas como a repentina saída de casa de um dos pais, afetam muito as crianças. A briga e a rivalidade entre o casal não podem ser divididos com os filhos. Muito menos se deve usar a figura infância como peça de jogo nesse xadrez tão delicado. Como eu disse antes, essa é uma situação onde os nervos estão a flor da pele, onde agimos muitas vezes sem pensar direito. Porém isso não pode servir de desculpa para que coloquemos em risco a saúde emocional de nossos filhos. Atentar para detalhes, muitas vezes esquecidos nessas circunstâncias, pode ser um grande diferencial no desenvolvimento posterior de seus filhos.
Temos que nos adaptar da melhor maneira possível as mudanças que ocorrem. A nova concepção de família que estamos criando não é melhor nem pior do que a que conhecíamos antes. Não devemos temer e muito menos combater e prejulgar esses fatos, porém não podemos também estar inertes e indiferentes a nossas responsabilidades dentro dessas mudanças.
Ass: Psicólogo Daniel Quadrado.
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